
PUBLICADO 07.05.2026 · ATUALIZADO 01.05.2026 · VERSÃO 1.0
Modelo de computação distribuída que processa dados próximo à fonte de geração — no "bordo" (edge) da rede — em vez de enviá-los a data centers centralizados. Reduz latência, economiza largura de banda e permite processamento em tempo real. Utilizado em dispositivos IoT, veículos autônomos, câmeras de vigilância inteligentes e aplicações industriais.
O edge computing cria desafios probatórios e jurisdicionais: dados processados localmente podem não ser armazenados centralmente, dificultando sua apreensão por ordem judicial; a multiplicidade de pontos de processamento amplia a superfície de ataque e de coleta de evidências; câmeras de vigilância com processamento edge podem realizar reconhecimento facial em tempo real sem que os dados trafeguem pela internet, dificultando a fiscalização sobre o uso de dados biométricos. A determinação de onde os dados foram processados e armazenados é essencial para definir jurisdição e regime jurídico aplicável.
LGPD (tratamento de dados pessoais em dispositivos edge). PL 2.338/2023 (Marco Legal da IA — classificação de risco de sistemas biométricos). Art. 11 do Marco Civil da Internet (aplicação da lei brasileira).
Marco Legal da Inteligência Artificial (em tramitação).
Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil.
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BIERRENBACH, Juliana. Edge computing. Arquivo Conceitual. TechCrime.Project. Bier.Tech, 7 maio 2026. Disponível em: https://firebrick-eel-641877.hostingersite.com/arquivo-conceitual/e/edge-computing/. Acesso em: [data de acesso].Referência ABNT
Toda semana, leitura crítica do que importa em direito penal e tecnologia, com os verbetes em construção comentados pela autora.Novos verbetes chegam antes aos assinantes da TechCrime.Letter