Todo caso é uma história antes de ser um processo.
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Uma "Amazon das drogas" rodava aberta na internet, com avaliação de clientes e entrega em casa. O criador foi preso numa biblioteca pública, logado no site — e pegou duas prisões perpétuas.
A temporada de estreia percorre as oito famílias temáticas do acervo, do primeiro mercado da dark web ao golpe por deepfake. Cada episódio nasce de um dossiê verificado. O primeiro chega em agosto.
Em breve nesta família.
Nenhum episódio de esta família na temporada de estreia. Os próximos ciclos abrem espaço para ela.
Uma "Amazon das drogas" rodava aberta na internet, com avaliação de clientes e entrega em casa. O criador foi preso numa biblioteca pública, logado no site — e pegou duas prisões perpétuas.
Cinquenta estupros, treze assassinatos, quarenta anos sem um suspeito. Até um parente distante, que ele nunca conheceu, mandar saliva para um site de genealogia.
Numa tarde de 2020, Obama, Biden, Musk e Gates publicaram a mesma promessa: mande bitcoin, receba o dobro. Quem controlava as contas mais poderosas do mundo era um garoto de 17 anos.
A maior corretora de bitcoin do mundo processava 7 de cada 10 transações do planeta. Um dia, 850 mil bitcoins tinham sumido — e ninguém sabia dizer desde quando.
Roubaram 36 fotos íntimas do computador dela e cobraram para não publicar. Foi assim que o Brasil descobriu que invadir um computador não era crime — e criou a lei que leva o nome dela.
Traficantes do mundo inteiro pagavam caro pelo celular que a polícia "não conseguia" grampear. A empresa que fabricava o aparelho era do FBI.
Ela vendeu ao mundo uma criptomoeda que nunca existiu e arrecadou 4 bilhões de dólares. Em 2017, embarcou num voo para Atenas — e nunca mais foi vista.
Meninas de um colégio do Rio viram nudes delas circular no WhatsApp — fotos que nunca foram tiradas, fabricadas por colegas com IA. E a lei brasileira não tinha nome para isso.
O hacker mais procurado da América passou meses numa solitária porque disseram ao juiz que ele podia disparar mísseis assobiando num telefone. A verdade era mais simples — e mais assustadora.
Presidentes e celebridades cortejavam o gênio de 30 anos que ia reinventar as finanças. Bastou uma pergunta — onde está o dinheiro dos clientes? — para 8 bilhões de dólares evaporarem em uma semana.
O governo holandês deixou um algoritmo decidir quem fraudava o auxílio-creche. Ele marcou 26 mil famílias inocentes — e, quando a verdade apareceu, derrubou o gabinete inteiro.
Depois de 30 anos zombando da polícia por cartas, o assassino perguntou se um disquete podia rastreá-lo. Mentiram: "não". Os metadados de um arquivo apagado fizeram o resto.
Ele repetia que "os bancos não são seus amigos" e prometia juros de 17% em cripto. Quando um milhão de clientes tentou sacar, descobriu que o banco dele era o pior de todos.
As centrífugas nucleares do Irã começaram a se destruir sozinhas, e nem os engenheiros entendiam por quê. Era a primeira arma da história feita só de código — e ninguém jamais foi julgado por dispará-la.
Ele roubou os prontuários de terapia de 33 mil pacientes e cobrou resgate um a um: pague, ou seus segredos vazam. No fim, quem também sentou no banco dos réus foi o CEO da clínica.
Ele desconfiou do e-mail e pediu uma videochamada para confirmar. O chefe estava lá, os colegas estavam lá — e ele liberou 25 milhões de dólares. Na tela, só havia deepfakes.
O spyware invadia o iPhone sem um único clique e ligava câmera e microfone. Governos o compraram para caçar terroristas. Ele apareceu no celular de jornalistas e presidentes.
O maior site de abuso infantil da dark web confiava no anonimato do bitcoin. Investigadores seguiram o dinheiro na blockchain: 337 presos em 38 países, 23 crianças resgatadas.
Ele ajudou a criar a internet que você usa — e baixou artigos acadêmicos sem pagar. A acusação pedia até 35 anos. O caso terminou em tragédia e mudou o debate sobre crime informático para sempre.
Um tribunal ordenou que a Apple quebrasse a proteção do iPhone de um terrorista morto. A Apple disse não. O duelo definiu a pergunta da década: quem manda, o Estado ou a criptografia?
TTodo caso criminal chega ao público em fragmentos: a manchete, o print, o corte de trinta segundos. O que se perde no caminho é justamente o que decide o destino de alguém, o contexto, a prova, a pergunta jurídica que ninguém formula. Os vídeos do TechCrime existem para refazer esse caminho por inteiro.
No TrueTechCrime, o caso é contado do início ao fim, com a tensão que ele realmente tem. Não é dramatização. É a história como aconteceu, sustentada por um dossiê verificado: o Report. O episódio narra o que o Report documenta. Um aponta sempre para o outro, e nenhum dos dois se basta sozinho.
O TechCrime.News faz o movimento inverso. Acompanha, todos os dias, o que o mundo do crime high-tech produz de novo, com a mesma exigência de fonte e nenhum ruído de rede social. O que o dia levanta, a TechCrime.Letter decanta na semana.
O que prende a atenção num caso criminal não é o crime. É a pergunta que ele deixa aberta. Os vídeos do TechCrime existem para fazer essa pergunta direito, e respondê-la com prova.
Os episódios estreiam no canal Juliana Bierrenbach | TechCrime.Project e são abrigados aqui, com ficha, fontes e vínculos com o acervo.
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